Prezados
(as) colegas
Nós, trabalhadores da Petrobras (operários,
técnicos e gerentes), conseguimos cumprir a missão que nos foi confiada pelos
brasileiros - assegurar a autossuficiência em petróleo e seus derivados. Agora
estamos com os desafios de explorar e produzir o Pré-Sal e ampliar o parque de
refino. Respondemos mais uma vez as expectativas do nosso povo com
competência e segurança. Abriu-se com isto uma enorme oportunidade para o
Brasil, de expandir o nosso mercado interno, fortalecendo o parque
industrial/tecnológico genuinamente nacional, nossa Engenharia, os empregos de
qualidade e a melhoria da qualidade de vida do nosso povo.
Enraizar ainda mais os destinos da Petrobras
ao Brasil será nossa principal tarefa como representante no Conselho de
Administração da Petrobras. Caberá também contribuir para avançar na política
de recursos humanos, com reconhecimento à altura da nossa contribuição ao país;
superar os impasses que dividem a categoria quantos aos planos de
aposentadoria; acelerar o programa de “primerização”, aproveitando a
experiência dos terceirizados, sem macular a seleção por concursos públicos;
fortalecer o treinamento; e ampliar a retenção de empregados experientes.
A condição de Conselheiro impõe ainda o
compromisso com a transparência e absoluta integração com as entidades
representativas dos trabalhadores os sindicatos e a AEPET.
Seria ocioso afirmar o quão premente e atual é a necessidade que temos de valores e sobretudo práticas de solidariedade. O que se pode questionar da viabilidade desta práxis? Seria exequível uma apologia à amizade num ambiente em que o amor é troca de fetiches e inflamação de egos, a falta de ética numa eleição em que a democracia deveria ser salutar como na filía de Aristóteles e o universo do meu "pirão primeiro" por parte da gestão atual de uma Federação de petroleiros, só leva à "corrosão de caráter"? A coisificação do homem leva a um esgarçamento das relações, ao mesmo tempo em que essa fragilização dos laços realça nossa reificação. A ética, o respeito aos direitos do próximo nos é caro, a falta de altruísmo nos empobrece. Um anacronismo humanista que serve para abalar a mistificação liberal do "egoísmo salutar".
A amizade e os laços de afeto, mesmo ao coroarem nossa transitoriedade, são a única forma de nos redimirmos desse próprio transitório e de minimamente afirmarmos o que em nós é humano. Para tecermos nossa riqueza não nos é possível estarmos sós...









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